O viajante busca a aventura, muitas vezes: viaja por prazer. Escolhe destino, meio de locomoção, decide o tempo de afastamento de seu cotidiano. Outras vezes, é algum tipo de dever que o motiva e escolhe por ele. De todo modo, o certo é que pretende chegar ao destino que escolheu. E da maneira mais fácil, prática e segura. Na grande maioria das vezes, é exatamente o que ocorre. Os trens partem e retornam a suas estações, os navios zarpam e aportam em seus cais, os aviões levantam vôo e aterrissam nos aeroportos. Segura e serenamente. Em geral.
Isso não significa que eventos não programados estejam descartados das ocorrências. Motivos inesperados podem ser causa de incidentes, que costumam abranger problemas técnicos, falhas mecânicas, panes de motor, eventos meteorológicos, erro pessoal dos responsáveis – pilotos, motoristas, maquinistas, marinheiros – e, até mesmo, um golpe do destino.
São inúmeros os sites da internet que oferecem resultados estatísticos sobre acidentes. Uma dessas estimativas conclui por uma ocorrência fatal por 1,6 milhão de passageiros aéreos. O que leva a crer que morte por acidente de avião é muitas vezes menos provável do que por outros meios de transporte. Menos ainda, do que por outras causas.
Quando o paciente pergunta se sua cirurgia tem riscos, a estatística do passageiro de avião pode ser aplicada: 1 em 1,6 milhão é uma probabilidade praticamente nula. Mas, o bom senso sabe e faz ver que não existe risco zero. Da mesma forma, existe alguma possibilidade de um incidente eventual vir a ocorrer em cirurgia. É imprescindível que isso seja entendido. E, mais importante ainda, que seja discutido.
O que podemos – e costumamos - responder ao nosso paciente, é que tomamos todas as providências para minimizar qualquer possibilidade de insucesso.
Os profissionais do IPO unem seus esforços em busca da excelência - em todos os sentidos - desde a estrutura física do Hospital até a formação de seus membros: qualificados e bem treinados colaboradores e médicos capacitados de um excelente corpo clínico-cirúrgico. Nossos pacientes sabem que levamos a qualidade de atendimento até sua casa, instalando filiais do IPO - mais de 20 anexos - por toda a cidade de Curitiba e região Metropolitana, para que a qualidade de atendimento diferenciado fique mais acessível a todos.
Quando se trata de procedimento cirúrgico, principalmente, não se pode abrir mão da segurança: tanto no que tange ao médico, como no que tange ao paciente. Justamente por esse motivo, nossas cirurgias são todas realizadas no Centro Cirúrgico do IPO.
Fundamentados nesses conceitos - e, em nossas medidas de segurança - minimizamos as possibilidades de insucesso cirúrgico.
Quando o paciente opta por uma cirurgia estética nasal, precisa tirar todas as dúvidas com seu médico. É importante que se sinta esclarecido a respeito do que pode ser feito e, especialmente, do que não pode ser feito.
Na Cirurgia estética do nariz, a palavra chave é melhora. Quando o paciente opta por alterar a estética do nariz, é imperativo que o médico lhe explique que pode apenas tentar melhorar a aparência de seu nariz. Como reforço, deve explicar que tal declaração pode – e deve - ser comparativamente documentada. Para tanto, fotos de antes e de depois do ato cirúrgico servirão de modelo para tal comparação.
O paciente deve estar ciente de que são inúmeros os potenciais fatores de risco de uma cirurgia estética nasal. Caso ocorra uma falha eventual - quer de uma das partes, quer de um fator externo - o importante é detectar o problema, procurar a solução e resolvê-lo. O mais breve possível.
Embora não julguemos procedente discorrer sobre todos os complicadores, citar alguns exemplos pode ser elucidativo. Como o caso do paciente submetido a cirurgia estética nasal que, para evitar uma gripe, antes da cirurgia, ingeriu vários comprimidos com Ácido Acetil Salicílico e cafeína como componentes, com efeito anti-coagulante e desagregador plaquetário. Em conseqüência disso, houve um sangramento bem maior do que seria de esperar. Além disso, o tempo de cirurgia foi triplicado. Isso acarretou um importante edema e poderia ter comprometido o resultado da cirurgia. Por sorte, o resultado acabou sendo bastante satisfatório. Mas, o final poderia ter sido diferente.
Um outro caso que achamos pertinente mencionar, é o de pacientes que usam medicamentos e fórmulas pra emagrecer e escondem esse fato de seu cirurgião. Por medida de cautela, é recomendação expressa suspender esse tipo de medicação por - no mínimo -15 dias antes do procedimento cirúrgico. Informações como essas são, freqüentemente, escondidas do médico e, por esse motivo, alguma ocorrência sai da normalidade, sem que se saiba o motivo.
Por outro lado, costumamos nos fundamentar nos levantamentos estatísticos. Consta de nosso arquivo de dados um número superior a 40.000 cirurgias realizadas no Hospital do IPO. Tendo por base esse número, podemos afirmar que, até o presente, nunca houve uma ocorrência problemática que não tivesse sido solucionada satisfatoriamente.
Para resumir nossa intenção, queremos enfatizar que o paciente deve deixar claro ao médico sua expectativa de resultado. Depois disso, deve se certificar de que entendeu a resposta recebida. E decidir se essa resposta lhe satisfaz. Isso deve ocorrer antes de optar por alterar a estética do seu nariz.
Quando o paciente quer melhorar sua aparência, quase sempre é possível ajudá-lo a atingir seu objetivo. Mesmo quando isso não é possível, existe sempre uma forma de ajudá-lo, de alguma maneira. É o que nos propomos a fazer.